terça-feira, agosto 28, 2007

Paul Celan II

NO VERMELHO TARDIO

No vermelho tardio dormem os nomes:
um
é despertado pela noite
e levado com bastões brancos
para a muralha sul do coração
sob os pinheiros:
um, de origem humana,
vai até à cidade de barro
onde a chuva se acolhe amiga
de uma hora marítima.

No azul
pronuncia uma palavra-árvore promissora de sombra,
e o nome do teu amor
acrescenta-lhe as suas sílabas.


(tradução de Y. K. Centeno)


[Paul Celan. In: De Limiar em Limiar]

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