sexta-feira, abril 11, 2008

Hölderlin V

Grécia
Terceira versão


Ó vozes do Destino, ó vias do Viandante!
Pois no azul da escola,
De longe, no bramir do céu
Soa como canto do melro
A afinação alegre das nuvens, bem
Afinada pela presença de Deus, a tempestade.
E apelos, como olhar pra longe,
Pra a imortalidade e os heróis;
Muitas recordações há. Quando a seguir
Ressoando, como pele de novilho
A Terra, desde devastações e tentações dos santos.
- Pois a princípio a obra se forma -,
Segue grandes leis, a Ciência
E a ternura e o largo céu parecendo depois
Puro invólucro, cantam nuvens canoras.
Pois firme é da Terra
O umbigo. É que cativas em margens de erva estão
As chamas e os universais
Elementos. Puro pensar porém no alto vive o Éter. Mas argêntea
Em dias puros
É a Luz. Como sinal de amor
Azul-violeta a Terra.
Pra o que é humilde pode também vir
Um grande começo.
Mas quotidianamente, ó maravilha!, por amor dos homens,
Deus traz um vestido.
E aos conhecimentos se oculta a sua face
E cobre os ares com arte.
E ar e tempo cobrem
O Terrível, para que nenhum por demais
O ame com preces ou
A alma. Pois longo tempo já está aberta
Como folhas, para aprender, ou linhas e ângulos
A Natureza.
E mais dourados os sóis e as luas,
Mas em tempos
Em que quer acabar a velha cultura
Da Terra, isto é: com histórias,
Evoluídas, corajosamente lutadas, como em alturas guia
Deus a Terra. Passos desmedidos
Limita-os ele porém, mas como flores de ouro
Se juntam então as forças da alma, os parentescos da alma,
Para que na terra prefira
Morar a Beleza e qualquer Espírito
Mais em comum se junte aos homens.
Doce é então morar sob as altas sombras
De árvores e colinas, ao sol, onde o caminho
Para a igreja é calcetado. Mas aos viajantes, a quem,
Por amor da vida, medindo-os sempre,
Os passos obedecem, florescem
Mais belos os caminhos, onde o campo
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(tradução: Paulo Quintela)


(Hölderlin. In: Poemas)

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